Crítica: O Clã

A Argentina novamente nos premia com um filme de roteiro bem feito e elenco arrasador, e dessa vez o filme não conta com o principal ator argentino, Ricardo Darín.

O Clã, conta a história real da família Puccio, aparentemente uma simples família Argentina dos anos 80, mas que ao longo de 82 até 85 planejou e realizou sequestros de empresários argentinos,  chantageando assim as suas famílias com quantias milionárias.

O patriarca, Arquímedes Puccio, interpretado por Guillermo Francella, se apresenta como uma pessoa manipuladora e autoritária, deixando o público em vários momentos com pena e ódio desse personagem. Sendo funcionário do serviço de inteligencia durante a ditadura, este pode usar de seu poder e influencia para realizar os ataques conjunto de sua família. Os Puccio mantinham seus ”hóspedes” em cômodos de sua própria casa, fazendo assim, toda a família cúmplice dos atos que lá ocorriam.

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O diretor Pablo Trapero soube mostrar a ligação dessa família e o contante conflito do filho mais velho, Alejandro (Peter Lanzini), que sentia um forte desconforto em realizar os atos com seus pai, mas mantinha o respeito pelo mesmo, focando assim na relação de ambos e em suas disparidades. Trapero enriquece a história dessa família, e nos faz crer que os bandidos também podem ser amados.

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