Crítica: Perdido em Marte

O novo filme de Ridley Scott, Perdido em Marte, traz a ficção científica de uma forma bem diferente dos demais filmes do diretor. Baseado no livro homônimo de Andy Weir, ele tem o tom mais cômico e com referências a cultura pop, algo bem diferente do lado sombrio e explicativo dos últimos filmes de mesmo gênero.
Durante o longa, aprendemos a nos importar com Mark Watney (Matt Damon). Ele é um astronauta que foi deixado para trás por sua equipe, pois foi dado como morto. Mas, surpreendentemente, ele revela estar vivo e sobrevivendo no planeta vermelho, mostrando as mais diferentes técnicas para sobreviver até que a próxima missão tripulada a Marte o resgate.
Há momentos em que o ritmo se perde, tornando o filme mais lento e com algumas sobras que nos fazem querer que o filme volte para o espaço. Alguns coadjuvantes de luxo, como Jessica Chastain, Kate Mara e Sebastian Stan, não acrescentam conteúdo a história. Com pouco desenvolvimento, a tripulação que deixou Mark em Marte por vezes é esquecida e mesmo sendo importantes para o planejamento do resgate do astronauta, passamos a não nos importar com eles e por vezes até esquecer que serão necessários.
Com uma fotografia digna do planeta vermelho, Perdido em Marte, vale o ingresso. Mesmo apresentando alguns problemas a história é cativante e os efeitos não deixam nada a desejar. O filme consegue transmitir a sensação de estar totalmente isolado em um mundo desconhecido e inexplorado com sutileza e bons toques de humor.
Comentários
Compartilhar:

Vinicius Bitelo

“O mundo mudou, posso senti-lo na água, posso senti-lo na terra, posso senti-lo no ar, muito do que havia está perdido, pois nenhum dos que se lembra, está vivo. “